Entre 1870 e 1930, médicos, bacharéis de direito, antropólogos e literatos, que compunham a elite intelectual brasileira, adotaram diversas interpretações das teorias evolutivas de Darwin para propor uma solução científica para o suposto problema de civilizar uma nação miscigenada. Qual a relação entre a adesão ao darwinismo por esses intelectuais e o modo como a elite econômica e o Estado lidaram com as massas de ex-escravizados no período pós-abolição? Qual a relação entre esses discursos e práticas e as tensas relações étnico-raciais e desigualdades sociais que até hoje enfrentamos no Brasil? Essas são questões que os autores pretendem discutir de modo a motivar e apoiar professoras e professores de diferentes áreas de conhecimento a desenvolverem uma educação antirracista, segundo os princípios dispostos nas leis 10.639/03 e 11.645/08, tendo como base a história do racismo científico no Brasil. Para tanto, fazem uso de linguagem acessível; apresentam curtas biografias de importantes personagens, com ilustrações dos mesmos e de instituições de saber em seu tempo histórico de atuação; apontam orientações de como determinados episódios históricos podem ser abordados em sala de aula, e apresentam obras e gêneros da literatura brasileira que divulgaram ou problematizaram os modelos raciais de análise da sociedade, pautados no evolucionismo darwinista, entre os séculos XIX e XX.
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