Marcos cresceu numa favela do subúrbio do Rio e agora enfrenta o "asfalto" tentando se estabelecer quando encontra Sigrid: Uma Norueguesa com um passado secreto, vinda de outra realidade e que vai virar tudo que ele conhece pelo avesso.
Embora pareça, não é uma história de amor do tipo "princesa e plebéia".
Este livro apresenta a comunidade, a "favela", área marginalizada do subúrbio de uma forma que dificilmente é retratada em livros, filmes, reportagens e até mesmo em publicações especializadas.
Ele é a visão de uma pessoa comum, como você e eu, mas nascido na favela. Uma pessoa que não quer se envolver em crimes de qualquer forma e apenas pensa em cuidar de sua vida, crescer profissionalmente e ser feliz.
Através de Marcos o leitor segue o cotidiano de quem trabalha "no asfalto" (tem um emprego normal), mas vive em uma favela. Sua familia vive na comunidade desde a quinta geração e acompanhou toda a escalada da violência.
Ele tenta levar uma vida tão normal quanto possível dentro desta realidade.
Pelos olhos de Sigrid, acontece a descoberta deste mundo diferente, as regras para ir e vir, a relação dos cidadãos com a polícia, com o poder público, com o resto da sociedade e as classes sociais dentro da comunidade.
Enquanto Sigrid descobre como é a vida na favela o leitor descobre a parte humana, a realidade das milhares de pessoas que vivem em um lugar tão "distante" do resto da cidade e ainda assim tão perto.
A história de Sigrid e Marcos é uma jornada através desta linha invisível, a parede inexistente que separa a favela do resto da cidade. Um muro sem tijolos, mas tão real quanto foi o Muro de Berlim.
Espero ver essa história se espalhar e chegar ao resto do mundo para dar voz a quem não tem. Dar voz a pessoas comuns, pessoas boas que abriram suas casas e suas vidas para que você, leitor, conheça a sua história.
Afinal, este livro é uma caminhada na vida de um morador de favela.