Arquiteturas Clandestinas reúne uma série de projetos arquitetônicos desenvolvidos como exercícios de investigação projetual. Realizados a partir de temas didáticos, concursos, contra-projetos críticos ou iniciativas de interesse social, esses trabalhos funcionam como campo de experimentação formal, técnica e representacional, ao mesmo tempo em que mantêm ativa a prática do arquiteto. O projeto é tratado como forma de pesquisa: cada proposta examina o lugar, o programa, a construção e os meios de representação, articulando questões essenciais do fazer arquitetônico.
O contexto desses projetos é uma contradição do ensino público brasileiro: professores em regime de dedicação exclusiva são impedidos de exercer profissionalmente a atividade que ensinam. Diante dessa limitação, o autor desenvolve uma prática projetual paralela e não remunerada, situada à margem do exercício profissional formal. Essas “arquiteturas clandestinas” tornam-se, assim, um modo de preservar a prática do projeto e de qualificar o ensino de arquitetura.