Existe uma demanda considerável no mercado literário brasileiro para obras que testemunham a verdade, mesmo quando dentro de uma estrutura ficcional. Os autores estão tendo coragem de se expor na ficção romanesca, narrando dores e traumas, em uma urgência pelo real. A verdade do testemunho cria empatia com o leitor que confia no narrado, sem necessidade de provas, o que é requerido na historiografia. Este livro aponta para uma ligação indissociável entre antificção e parresía, o que resulta em obras que narram experiências de vida. Por meio de pactos de leitura entre autor e leitor, identifica-se que os romances autoficcionais e antificcionais transmitem conceito de arte e veracidade dos relatos.
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O eu parresiástico em romances de literatura brasileira contemporânea
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