Em um cenário marcado por crises globais, desastres ambientais e a expansão desenfreada de corporações, esta obra mergulha no debate sobre a responsabilidade penal da pessoa jurídica à luz dos princípios fundamentais do Direito Penal. A partir de uma análise teórica, normativa e jurisprudencial, o livro investiga se o atual modelo brasileiro de responsabilização criminal dos entes coletivos — especialmente na seara ambiental — é compatível com o núcleo irredutível que estrutura e limita a atuação do Direito Penal. Em diálogo com autores como Silva-Sánchez, e utilizando métodos históricos, dedutivos e tipológicos, a pesquisa percorre o caminho desde a origem dos direitos humanos até os desafios da sociedade do risco e da criminalidade empresarial. Com base em julgados do STF e STJ entre 1998 e 2025, o estudo propõe critérios mínimos para que uma teoria de responsabilização penal da pessoa jurídica se alinhe aos postulados de um Direito Penal garantista, comprometido com a racionalidade, a contenção e a proteção de bens jurídicos fundamentais. Fruto de um sonho acadêmico concretizado no Mestrado em Direito e Inovação da UFJF, esta obra busca contribuir com novas categorias de pensamento e fomentar um debate crítico sobre os limites e possibilidades do Direito Penal na contemporaneidade.
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Os princípios formadores do Direito Penal como critérios mínimos para análise da limitação da responsabilidade penal da pessoa jurídica no Brasil
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